quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Distante (Fevereiro 2008)
Agora é um por si. Você por você.
Lateral pensamento.
Lateral paixonite.
Lateral raciocínio.
Lateral espírito.
Lateral e tão breve como um sopro menor, um sopro vazio, nada intenso.
Toda essa lateralidade - como se nada acontecesse - desperta um nojo repulsivo que no estômago cai como pedra e ali permanece, tentando dissolver-se em poesia. Mas a pedra lateral ali habita. A pesar. E as lamentações mil já não resolvem, a não ser o alívio após um longo chorar, que é a única recompensa por esse egoísmo somado a uma ilusão notória e ao mesmo tempo imperceptível.
E dentro de uma panela de sensações jogo uma pitada de esperança.
Porque não se pode parar.
Uma tomada de consciência e frontalidade.
Rapidamente, antes que a pedra termine por petrificar o coração.
Ainda há tempo.
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